domingo, 23 de julho de 2017

As Baladas Das Décadas Passadas

Todo mundo sabe o que é uma balada, e provavelmente já foi em uma. Contudo, as coisas não eram do jeito que estamos acostumados a ver hoje em dia. A fórmula básica ainda é a mesma – pessoas, música e luzes – mas muitas coisas mudaram.



ANOS 80

As danceterias brasileiras dessa década eram locais de efervescência cultural. Ajudaram a revelar bandas como Legião Urbana, Ira e RPM – o rock nacional estourou e trouxe a música ao vivo de volta às baladas.
Também eram o ponto de encontro de novas “tribos”, como góticos, punks e fãs da new wave. A agitação espelhava a redemocratização do país: o cidadão (em especial, o jovem) podia voltar a expor opiniões sem medo de represálias. Por outro lado, o perigo da AIDS se tornava cada vez mais próximo, mudando radicalmente os hábitos sexuais.
CAOS CRIATIVO
A noite oitentista misturava tudo: DJ, música ao vivo e até videoclipe.
TV NA BALADA
Os anos 80 viram nascer, nos EUA, o canal MTV, que revolucionou o consumo de música. Agora, vinham em forma de clipe! As baladas foram atrás: algumas tinham TV para exibir vídeos que hoje são clássicos, como Thriller, de Michael Jackson, Like a Virgin, de Madonna, e Kiss, de Prince. A galera até copiava as coreografias.
HANG THE DJ
Não havia internet e as rádios brasileiras nem sempre eram rápidas em reproduzir o que bombava lá fora. Resultado: o DJ com acesso a discos importados se tornou um grande formador de opinião. Muita gente o abordava na cabine para saber o nome das músicas. Mas, se ele colocava um som que não agradasse, era vaiado.



ANOS 90
Longas e regadas a muita música eletrônica. Nessa época, a busca por uma experiência mais intensa e diferente (e longe das autoridades) consagrou um formato novo – o das raves. Eram festas de até 14 horas, geralmente ao ar livre, que propunham uma fuga da realidade à base de muito som, dança e uso de drogas sintéticas. O termo “rave” já existia na Inglaterra desde a década de 50, mas foi revitalizado no fim do milênio com a ascensão da cultura eletrônica e a transformação dos DJs em verdadeiros superstars.
O clima lúdico estava em todo lugar. Foi nessa época, por exemplo, que fazer malabares se tornou algo descolado. Havia ainda quem encarasse tudo como uma grande brincadeira infantil, levando chupeta, apito e bichos de pelúcia. Brigas e confusões eram raras – os seguranças eram orientados a ser tolerantes e só interviam em casos de excessos
À VONTADE
Conforto era prioridade para encarar as festas intermináveis: camiseta, bermuda, tênis, óculos de sol, canga para deitar no chão, roupa de banho para entrar no mar… Outros preferiam looks mais produzidos. Era a tribo “clubber”, que começava a se destacar especialmente nas baladas das grandes cidades, com roupas vibrantes e customizadas, estilos sobrepostos, muitos acessórios etc.
CURIOSIDADES
A década viu bombar dois novos tipos de bebidas prontas: os energéticos e as “ice”; Nos centros urbanos, o desejo por longas jornadas fez surgir os afterhours, uma “balada pós-balada” que vai até o meio-dia; Na pista, todo mundo queria saber de dançar. Só nas áreas de descanso a galera realmente interagia e fazia amizades.



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